
[[en]]Born in 1985 in Trenčín, Slovakia. Lives and works in Trenčín, Slovakia.[[fr]]Né en 1985 à Trenčín, Slovaquie. Vit et travaille à Trenčín, Slovaquie.[[pt]] Nasceu em 1985 em Trenčín, Eslováquia. Vive e trabalha em Trenčín, Eslováquia.
Juraj Toman builds his paintings through layers, bringing together themes, genres, and painterly approaches shaped by his direct engagement with the environments he lives in and moves through. His depictions of urban peripheral spaces—made both en plein air and in the studio—stand as autonomous images, yet they also become settings for figurative scenes featuring real individuals.
Central to his practice is what he calls a “renewed painting program”: a deliberate method of overpainting older canvases, some more than fifteen years old. Rather than erasing the past, the earlier image remains embedded in the surface—its traces acting as a latent second picture that subtly unsettles the present scene. Toman alternates this process with plein air urban landscapes, still lifes, and works developed from photographic references. These approaches do not compete; over time, they intertwine and generate unexpected visual correspondences, as if each painting could quietly contain another.
His nocturnal compositions—punctuated by haloes of light, colour fields, and architectural angles—suggest a passage between different regimes of images, echoing Michal Ajvaz’s The Other City, where Prague doubles into a parallel, magical city. In Toman’s work, figures appear to drift from one image to the next: between backdrop and narrative, observation and projection, presence and afterimage.
Juraj Toman développe une peinture construite par strates, où se rencontrent genres, registres et méthodes issues de son rapport direct aux lieux qu’il habite et traverse. Ses vues d’espaces périphériques — réalisées en plein air ou en atelier — existent comme des images autonomes, mais deviennent aussi des décors pour des scènes figuratives : des personnes réelles, saisies dans des environnements à la fois concrets et instables.
Au cœur de cette pratique se trouve ce qu’il nomme un « programme pictural renouvelé » : une méthode volontaire de surpeinture de toiles anciennes, parfois vieilles de plus de quinze ans. La mémoire du support, ses traces et ses résistances, ne sont pas effacées ; elles demeurent comme une seconde image, latente, qui trouble la scène présente. Juraj Toman alterne cette démarche avec des peintures de paysage urbain, des natures mortes et des œuvres issues de références photographiques. Loin de s’exclure, ces approches s’entrelacent et provoquent des correspondances inattendues, comme si chaque tableau contenait discrètement un autre tableau.
Ses compositions nocturnes, traversées de halos, d’écrans de couleur et d’angles architecturaux, évoquent un passage entre plusieurs régimes d’images — une logique proche de celle décrite par Michal Ajvaz dans L’Autre Ville, où Prague se dédouble en une ville parallèle et magique. Chez Toman, les figures semblent ainsi glisser d’un espace à l’autre : entre décor et récit, entre observation et projection, entre présent et rémanence.
Juraj Toman constrói as suas pinturas por camadas, reunindo temas, géneros e abordagens pictóricas moldadas pelo seu envolvimento direto com os ambientes em que vive e por onde circula. As suas representações de espaços periféricos urbanos — realizadas tanto plein air como em atelier — afirmam-se como imagens autónomas, mas também se transformam em cenários para cenas figurativas com pessoas reais.
No centro da sua prática está aquilo a que chama um “programa de pintura renovado”: um método deliberado de repintar telas antigas, algumas com mais de quinze anos. Em vez de apagar o passado, a imagem anterior permanece inscrita na superfície — e os seus vestígios funcionam como uma segunda imagem latente, que desestabiliza subtilmente a cena presente. Toman alterna este processo com paisagens urbanas plein air, naturezas-mortas e obras desenvolvidas a partir de referências fotográficas. Estas abordagens não competem; com o tempo, entrelaçam-se e geram correspondências visuais inesperadas, como se cada pintura pudesse conter silenciosamente outra.
As suas composições noturnas — pontuadas por halos de luz, campos de cor e ângulos arquitetónicos — sugerem uma passagem entre diferentes regimes de imagens, em eco com A Outra Cidade de Michal Ajvaz, onde Praga se desdobra numa cidade paralela e mágica. Na obra de Toman, as figuras parecem derivar de uma imagem para a seguinte: entre cenário e narrativa, observação e projeção, presença e pós-imagem.